Tipos de Dengue, sintomas, tratamentos e causas


Existem 5 tipos de dengue, mas os tipos mais presentes no Brasil são a dengue tipo 1, 2 e 3,  enquanto que a dengue tipo 4 é mais comum na Costa Rica e Venezuela a dengue tipo 5, na Ásia. Todos os 5 tipos de dengue geram os mesmo sintomas, que incluem febre alta, dor de cabeça, dor no fundo dos olhos e cansaço extremo.

O perigo de ser contaminado com a dengue mais de uma vez é que quando a pessoa já teve a dengue de um tipo e é contaminada com outro tipo de dengue existe um maior risco da dengue hemorrágica se desenvolver. A dengue hemorrágica está relacionada à reação exagerada do organismo ao vírus e por isso a segunda exposição é mais grave, podendo levar à hemorragia interna e morte se não for tratada.

Tipos de Dengue

Algumas dúvidas comuns relacionadas aos tipos de dengue são:

1. Quais são as diferenças entre os tipos de dengue?

Todos os tipos de dengue são causadas pelo mesmo vírus, no entanto, existem 5 pequenas variações deste mesmo vírus. Estas diferenças são tão pequenas que provocam a mesma doença, com os mesmos sintomas e mesmas formas de tratamento. Entretanto, o tipo 3, que é o mais comum no Brasil nos últimos 15 anos, é o mais virulento o que significa que causa sintomas um pouco mais fortes que os demais.

2. Quando surgiram os tipos de dengue no Brasil?

Apesar de a cada ano surgir uma nova epidemia de dengue, na maior parte das vezes se trata do mesmo tipo de dengue. No Brasil os tipos de dengue existentes são:

  • Tipo 1: surgiu no Brasil em 1986
  • Tipo 2: surgiu no Brasil em 1990
  • Tipo 3: surgiu no Brasil em 2000, sendo o mais comum até 2016
  • Tipo 4:  surgiu no Brasil em 2010 no estado de Roraima

O tipo 5 da dengue nunca foi registrado no território nacional, sendo encontrado apenas na Ásia.

3. Os sintomas da dengue tipo 1, 2 e 3 são diferentes?

Não. Os sintomas para casda tipos de Dengue são sempre os mesmos, mas sempre que a pessoa pega dengue mais de 1 vez os sintomas se tornam mais intensos porque existe o risco de dengue hemorrágica. Por isso todos devem fazer tudo o que for possível para  evitar a reprodução do mosquito da dengue, evitando todos os focos de água parada.

4. Posso ter dengue mais de uma vez?

Sim. Cada pessoa pode pegar dengue até 4 vezes na vida porque cada tipo de dengue, DENV-1, DENV-2, DENV-3,  DENV-4 e DENV-5, se refere a um vírus diferente e, por isso, quando a pessoa pega dengue tipo 1, ela desenvolve imunidade e não é mais contaminada com esse vírus, mas se ela for picada pelo mosquito da dengue tipo 2, irá desenvolver novamente a doença e nesse caso, o risco de  desenvolver dengue hemorrágica é maior.

5. Posso ter 2 tipos de dengue ao mesmo tempo?

Não seria impossível, mas muito pouco provável porque seria preciso que estivessem circulando na mesma região 2 tipos diferentes de dengue e isso é extremamente raro e por isso ainda não houveram casos como este.

Dengue: sintomas, tratamentos e causas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente com a dengue em mais de 100 países de todos os continentes, exceto a Europa. Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em consequência da dengue.

É uma doença potencialmente grave, porque pode evoluir para a dengue hemorrágica a síndrome do choque da dengue, caracterizadas por sangramento e queda de pressão arterial, o que eleva o risco de morte. A melhor maneira de combater esse mal é atuando de forma preventiva, impedindo a reprodução do mosquito.

Acredita-se que o mosquito Aedes aegypti chegou ao Brasil pelos navios negreiros, uma vez que as primeiras aparições do mosquito se deram no continente africano. No início do século XX, o médico Oswaldo Cruz implantou um programa de combate ao mosquito, visando reduzir os casos de febre amarela. Essa medida chegou a eliminar a dengue no país durante a década de 1950. Segundo o Ministério da Saúde a primeira ocorrência do vírus no país, comprovada laboratorialmente, ocorreu em 1981-1982 em Boa Vista (PR).

No entanto, a dengue voltou a acontecer no Brasil na década de 1980. Atualmente, os quatro tipos de vírus circulam no país, sendo que foram registrados 587,8 mil casos de dengue em 2014, de acordo com o Ministério da Saúde.

Devemos dizer “a dengue” ou “o dengue”?

A forma mais correta, sob o ponto de vista da gramática, é “o dengue”, no masculino. Entretanto, também está certo dizer “a dengue”, que hoje em dia é a forma mais utilizada pela população e até aceita em dicionários.

Na maioria dos casos, a pessoa infectada não apresenta sintomas de dengue, combatendo o vírus sem nem saber que ele está em seu corpo. Para aqueles que apresentam os sinais, os tipos de dengue podem se manifestar clinicamente de três formas:

Dengue clássica

A dengue clássica é a forma mais leve da doença, sendo muitas vezes confundida com a gripe. Tem início súbito e os sintomas podem durar de cinco a sete dias, apresentando sinais como febre alta (39° a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjôos, vômitos, entre outros.

Dengue hemorrágica

dengue hemorrágica acontece quando a pessoa infectada com dengue sofre alterações na coagulação sanguínea. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte. No geral, a dengue hemorrágica é mais comum quando a pessoa está sendo infectada pela segunda ou terceira vez. Os sintomas iniciais são parecidos com os da dengue clássica, e somente após o terceiro ou quarto dia surgem hemorragias causadas pelo sangramento de pequenos vasos da pele e outros órgãos. Na dengue hemorrágica, ocorre uma queda na pressão arterial do paciente, podendo gerar tonturas e quedas.

Síndrome do choque da dengue

A síndrome de choque da dengue é a complicação mais séria da dengue, se caracterizando por uma grande queda ou ausência de pressão arterial, acompanhado de inquietação, palidez e perda de consciência. Uma pessoa que sofreu choque por conta da dengue pode sofrer várias complicações neurológicas e cardiorrespiratórias, além de insuficiência hepática, hemorragia digestiva e derrame pleural. Além disso, a síndrome de choque da dengue não tratada pode levar a óbito.

Sintomas de Dengue

Sintomas de dengue clássica

Os sintomas de dengue iniciam de uma hora para outra e duram entre cinco a sete dias. Normalmente eles surgem entre três a 15 dias após a picada pelo mosquito infectado. Os principais sinais são:

  • Febre alta com início súbito (entre 39º a 40º C)
  • Forte dor de cabeça
  • Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos
  • Manchas e erupções na pele, pelo corpo todo, normalmente com coceiras
  • Extremo cansaço
  • Moleza e dor no corpo
  • Muitas dores nos ossos e articulações
  • Náuseas e vômitos
  • Tontura
  • Perda de apetite e paladar.

Sintomas de dengue hemorrágica

Os sintomas de dengue hemorrágica são os mesmos da dengue clássica. A diferença é que a febre diminui ou cessa após o terceiro ou quarto dia da doença e surgem hemorragias em função do sangramento de pequenos vasos na pele e nos órgãos internos. Quando acaba a febre, começam a surgir os sinais de alerta:

  • Dores abdominais fortes e contínuas
  • Vômitos persistentes
  • Pele pálida, fria e úmida
  • Sangramento pelo nariz, boca e gengivas
  • Manchas vermelhas na pele
  • Comportamento variando de sonolência à agitação
  • Confusão mental
  • Sede excessiva e boca seca
  • Dificuldade respiratória
  • Queda da pressão arterial:Pulso rápido.

Na dengue hemorrágica, o quadro clínico se agrava rapidamente, apresentando sinais de insuficiência circulatória. A baixa circulação sanguínea pode levar a pessoa a um estado de choque. Embora a maioria dos pacientes com dengue não desenvolva choque, a presença de certos sinais alertam para esse quadro:

  • Dor abdominal persistente e muito forte
  • Mudança de temperatura do corpo e suor excessivo
  • Comportamento variando de sonolência à agitação
  • Pulso rápido e fraco
  • Palidez
  • Perda de consciência.

A síndrome de choque da dengue, quando não tratada, pode levar a pessoa à morte em até 24 horas. De acordo com estatísticas do Ministério da Saúde, cerca de 5% das pessoas com dengue hemorrágica morrem.

Causas

A dengue não é transmitida de pessoa para pessoa. A transmissão se dá pelo mosquito que, após um período de 10 a 14 dias contados depois de picar alguém contaminado, pode transportar o vírus da dengue durante toda a sua vida.

O ciclo de transmissão ocorre do seguinte modo: a fêmea do mosquito deposita seus ovos em recipientes com água. Ao saírem dos ovos, as larvas vivem na água por cerca de uma semana. Após este período, transformam-se em mosquitos adultos, prontos para picar as pessoas. O Aedes aegypti procria em velocidade prodigiosa e o mosquito da dengue adulto vive em média 45 dias. Uma vez que o indivíduo é picado, demora no geral de três a 15 dias para a doença se manifestar, sendo mais comum cinco a seis dias.

A transmissão da dengue raramente ocorre em temperaturas abaixo de 16° C, sendo que a mais propícia gira em torno de 30° a 32° C – por isso o mosquito se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais. A fêmea coloca os ovos em condições adequadas (lugar quente e úmido) e em 48 horas o embrião se desenvolve. É importante lembrar que os ovos que carregam o embrião do mosquito da dengue podem suportar até um ano a seca e serem transportados por longas distâncias, grudados nas bordas dos recipientes. Essa é uma das razões para a difícil erradicação do mosquito. Para passar da fase do ovo até a fase adulta, o inseto demora dez dias, em média. Os mosquitos acasalam no primeiro ou no segundo dia após se tornarem adultos. Depois, as fêmeas passam a se alimentar de sangue, que possui as proteínas necessárias para o desenvolvimento dos ovos.

O mosquito Aedes aegypti mede menos de um centímetro, tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas. Costuma picar, transmitindo a dengue, nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando o sol forte, mas, mesmo nas horas quentes, ele pode atacar à sombra, dentro ou fora de casa. Há suspeitas de que alguns ataquem durante a noite. O indivíduo não percebe a picada, pois não dói e nem coça no momento.

A fêmea do Aedes aegypti também transmite a febre chikungunya e a febre Zika e a febre amarela urbana.

Diagnóstico de Dengue

Se você suspeita de dengue, vá direto ao hospital ou clínica de saúde mais próxima. Os médicos farão a suspeita clínica com base nas informações que você prestar, mas o diagnóstico de certeza é feito com o exame de sangue para dengue ou sorologia para dengue. Ele vai analisar a presença do vírus no seu sangue e leva de três a quatro dias para ficar pronto. No atendimento, outros exames serão realizados para saber se há sinais de gravidade ou se você pode manter repouso em casa.

O exame físico pode revelar:

  • Fígado aumentado (hepatomegalia)
  • Pressão baixa
  • Erupções cutâneas
  • Olhos vermelhos
  • Pulsação fraca e rápida.

Os exames podem incluir:

  • Testes de coagulação
  • Eletrólitos (sódio e potássio)
  • Hematócrito
  • Enzimas do fígado (TGO, TGP)
  • Contagem de plaquetas
  • Testes serológicos (mostram os anticorpos ao vírus da dengue)
  • Raio X do tórax para demonstrar efusões pleurais.
  • Tratamento de Dengue

    Não existe tratamento específico contra o vírus da dengue, faz-se apenas medicamentos para os sintomas da doença, ou seja, fazer um tratamento sintomático. É importante apenas tomar muito líquido para evitar a desidratação. Caso haja dores e febre, pode ser receitado algum medicamento antitérmico, como o paracetamol. Em alguns casos, é necessária internação para hidratação endovenosa e, nos casos graves, tratamento em unidade de terapia intensiva.

    Pacientes com dengue ou suspeita de dengue devem evitar medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (aspirina) ou que contenham a substância associada. Esses medicamentos têm efeito anticoagulante e podem causar sangramentos. Outros anti-inflamatórios não hormonais (diclofenaco, ibuprofeno e piroxicam) também devem ser evitados. O uso destas medicações pode aumentar o risco de sangramentos.

    O paracetamol e a dipirona são os medicamentos de escolha para o alívio dos sintomas de dor e febre devido ao seu perfil de segurança, sendo recomendado tanto pelo Ministério da Saúde, como pela Organização Mundial da Saúde.

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BR Acontece

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