Quando surgiu a internet das coisas e quais são as próximas tendências da área.


Um mundo onde tudo está conectado à internet poderia parecer como uma grande utopia há 20 anos, quando a velocidade das conexões era bem baixa e os computadores ainda eram praticamente os únicos dispositivos em que ela poderia ser usada.

Internet

Tendências de IoT para 2019

Pois bem, nossa sociedade atual mostra que isso está longe de ser ficção e já se transformou em realidade com a internet das coisas, também chamada de Internet of Things ou, simplesmente, IoT, mas você sabe quais são as maiores tendências da área?

Vamos aprender qual foi a origem da internet das coisas e o que ela promete para o futuro, que com certeza será surpreendente e quebrará uma série de paradigmas e limites com os quais estamos acostumados.

Quando surgiu a IoT?

O conceito para essa tecnologia já existe há muito tempo, pelo menos desde a década de 1970, mas o termo “internet das coisas” surgiu no ano de 1999, criado por Kevin Ashton, na época colaborador da Procter&Gamble (P&G).

Kevin estava trabalhando com a otimização de supply chain (cadeia de suprimentos) e queria chamar a atenção de profissionais de cargos mais elevados a respeito de uma tecnologia nova até o momento, que era a RFID (Radio-Frequency IDentification, ou identificação por radiofrequência).

Como a internet estava em seu boom na época, e como o termo soava bem, então ele desenvolveu uma apresentação e a chamou de “Internet of Things”, cunhando assim um termo que viria a mudar completamente os rumos da tecnologia.

Depois de um período em que ela esteve praticamente em Standby, 2010 foi o ano em que a IoT voltou a estar aquecida. Surgiu uma informação de que durante a coleta de imagens para o serviço Google Street View, a gigante das buscas também coletou dados sobre as redes de Wi-Fi disponíveis nas ruas.

Ainda em 2010, o governo chinês anunciou que a IoT seria uma prioridade em seu plano de cinco anos. Já no ano seguinte, a Gartner, empresa de pesquisa de mercado que começou a tratar de várias tecnologias emergentes, colocou a internet das coisas em sua lista de tendências.

De lá para cá, a tecnologia se desenvolveu não apenas na teoria, mas também na prática, o que culminou no surgimento do conceito de Indústria 4.0, dos carros com acesso à internet e de várias outras “coisas” que também podem coletar e transmitir dados.

Qual é a força da internet das coisas atualmente?

Muito grande. Algumas estatísticas podem ilustrar essa constatação, com suas respectivas fontes:

  • O número de “coisas” conectadas à internet ultrapassou a população mundial em 2008 e espera-se que ele seja de 50 bilhões no ano de 2020 (Cisco).
  • O potencial de crescimento dessa tecnologia é imenso. Estima-se que apenas 0,06% dos dispositivos que podem utilizar a IoT o façam atualmente, o que abre espaço para a otimização dos 99,94% restantes. O número total de “coisas” que entra nessa conta é de aproximadamente 1,5 trilhão (PSFK).
  • Entre todas as empresas que investiram em IoT, 94% já perceberem um retorno sobre o valor (CSG).
  • Até o ano de 2019, estima-se que sejam entregues 1,9 bilhão de dispositivos de casas inteligentes (smart home), o que deve movimentar uma receita de US$ 490 bilhões (Business Insider).

Logo, se hoje em dia o poder da internet das coisas já é bem grande, a tendência é de que esse crescimento se mantenha em um ritmo bastante acelerado durante os próximos anos.

Quais são as maiores tendências de IoT para o futuro?

Algumas tendências que devem aparecer com força no mercado, de acordo com o que foi visto no “IoT Solutions World Congress 2018”, evento realizado em Barcelona, são as seguintes:

Comunicação entre protocolos

Para que algo faça parte da internet das coisas, é preciso que ele esteja conectado a uma rede de dados, e cada uma possui o seu padrão e protocolo de comunicação. É vital para a IoT que os diferentes padrões e protocolos consigam se comunicar.

A futura evolução das redes 5G, que devem aparecer mais intensamente para os consumidores finais em meados de 2020, deve reduzir esse problema, mas até que o momento chegue, será preciso identificar os diferentes sinais das conexões e “traduzí-los” para sua devida integração.

É possível que vejamos grandes investimentos em relação a esse assunto, já que para que tudo esteja conectado, os protocolos devem se entender.

Valorização dos dados

Nunca se viu uma coleta de dados tão intensa quanto nos dias de hoje, o que acontece a cada minuto quando estamos conectados à rede, e a internet das coisas é a plataforma perfeita para o uso desses dados, que por consequência se tornarão mais valiosos.

Como eles são muito importantes para que as empresas saibam o que seus clientes procuram e, assim, possam desenvolver soluções personalizadas e que atendam a suas necessidades, a tendência é de que o valor dos dados no mundo da tecnologia aumente consideravelmente.

Gêmeos digitais

O termo ainda pode soar um pouco estranho nos dias de hoje, mas sua aplicação será massiva daqui em diante. Basicamente, um gêmeo digital é a cópia virtual de algo que existe no mundo real, como uma casa ou mesmo uma indústria inteira.

A coleta desses dados pode ser feita através de sensores, capazes de construir uma representação virtual altamente precisa, o que pode resultar em sistemas inteiros que operam quase que automaticamente, com o mínimo possível de intervenção humana.

Com isso, indústrias (e também empresas de outros setores) poderão ter um aumento significativo em sua produtividade, ao mesmo tempo em que a ocorrência de falhas humanas será bem reduzida.

Edge Computing

Se o número de dispositivos conectados à nuvem hoje já é muito grande, espera-se que seja muito maior no futuro, quando várias coisas estarão conectadas à internet. Como consequência, isso pode superpopular o ambiente de cloud computing.

Logo, o futuro deve contar com uma forte presença da Edge Computing, algo como computação de dispositivos de borda. Em outras palavras, o poder computacional que hoje existe na nuvem voltará aos dispositivos, que não mais necessitarão tanto assim do cloud computing.

É claro que isso não quer dizer que a nuvem vá desaparecer, mas sim que alguns dispositivos terão um bom poder computacional em si próprios, como é o caso de carros autônomos, onde qualquer segundo de delay para o envio e recebimento das informações poderia ter consequências drásticas.

O universo da internet das coisas ainda tem muito a crescer

Não é mais uma dúvida que a IoT é uma realidade em nosso cotidiano, já que o número de soluções relacionadas a ela aumenta a cada dia que passa. Isso, por consequência, tende a fazer com que o mundo se comporte de uma maneira diferente do que vemos hoje.

Com o grande potencial da internet das coisas e o constante desenvolvimento da tecnologia, cabe a nós aguardar e passar a usá-la gradativamente nas atividades cotidianas. Afinal de contas, seja na operação de uma indústria ou no serviço de gestão de contas, a IoT deve encontrar um jeito de entrar no processo e permitir resultados ainda melhores.


Like it? Share with your friends!

0
1 share