Uma presa da Delegacia de Umuarama, na região noroeste do Paraná, postou várias fotos no Facebook de dentro da cela com um celular. A mulher, presa desde agosto de 2013 por tráfico de drogas, publicou várias fotos em que aparece sozinha e junto com as colegas de cela durante todo o mês de dezembro. A Polícia Civil descobriu a página após denúncia anônima e o celular foi apreendido na tarde de terça-feira (14).
Em dezembro, a presa publicou 26 fotos. Em todas elas, os amigos comentaram ou curtiram a publicação. Em uma das postagens, feita no mural da página pessoal no dia 10 de janeiro, a detenta postou que estava em um relacionamento sério. Já em um comentário, no dia 12, ela afirmou que estava presa.
Presa do interior de Umuarama PR  tira fotos de dentro de cela e publica no FacebookO inspetor da carceragem em Umuarama, Nelson Augusto Gonçalves Barbosa, afirma que o celular não havia sido encontrado porque os agentes carcerários têm priorizado vistorias na parte estrutural da carceragem. “Rotineiramente fazemos o ‘bate grade’ estrutural e, duas vezes por mês, verificamos nas celas se há a presença de drogas ou armas”, explica o inspetor. Segundo ele, a preocupação com a estrutura é para evitar possíveis fugas.
Ainda conforme o inspetor, nas últimas vistorias, os agentes carcerários não encontraram nenhum celular na cela das presas. “Nós não sabemos ainda como o aparelho chegou até ela. Talvez, o celular foi entregue por uma visita que, possivelmente, introduziu o aparelho nas partes íntimas”, afirma.
O caso será investigado pela Polícia Civil. Barbosa diz que a presa ficará sem receber visitas durante dois meses como punição. A cadeia da delegacia foi construída para abrigar 64 presos, mas, atualmente, está com aproximadamente 210.
O G1 entrou em contato com a Secretaria Estadual da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju) pedindo um posicionamento sobre o caso. Porém, a assessoria de comunicação da pasta informou que o chefe da carceragem responderia os questionamentos. Já o responsável indicou que a reportagem entrasse em contato com inspetor da carceragem.
Fonte G1