Quem não conseguiu encher o tanque no início da semana, quando o litro da gasolina estava sendo comercializado por R$ 2,94 no Distrito Federal, dançou. Um dia depois de o governo federal anunciar o aumento das alíquotas de PIS e Cofins dos combustíveis, os postos brasilienses aumentaram o preço da gasolina em até R$ 1,05. A reportagem encontrou valor máximo de R$ 3,99. A diferença, em menos de 24 horas, representa um impacto de R$ 52,50 no bolso dos consumidores que abasteceram 50 litros.

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Nesta sexta (21/7), a cena mais comum que se viu foram filas em postos que ainda não reajustaram os valores. Naqueles que aumentaram, carros entravam e saíam sem parar nas bombas. “Nossa alegria durou pouco. Consegui abastecer por menos de R$ 3 nas últimas duas semanas. Agora, os preços saltaram”, lamentou o servidor público Antônio Albuquerque, 53 anos.

Surpresa desagradável também para a arquivista Ana Magda Lira, 41 anos. Na semana passada, ela encheu o tanque no Lago Sul pagando R$ 3,21. Hoje, ao parar para abastecer, ficou decepcionada com o preço cobrado: R$ 3,87.

A alíquota do PIS/Cofins para a gasolina mais que dobrará, passando dos atuais R$ 0,3816 por litro para R$ 0,7925 por litro. A estimativa de arrecadação com o aumento é de R$ 5,191 bilhões até o fim do ano. Já a alíquota para o diesel subirá de R$ 0,2480 por litro para R$ 0,4615 por litro do combustível, com reforço de receitas de R$ 3,962 bilhões ao Tesouro até o fim do ano.

O aumento do PIS/Cofins para os produtores de etanol será menor, passando de R$ 0,1200 por litro para R$ 0,1309 por litro, com impacto de R$ 114,90 milhões na arrecadação. Na distribuição do etanol, o PIS/Confis estava zerado, mas voltará a ser cobrado em R$ 0,1964 por litro, com uma receita esperada de R$ 1,152 bilhão ainda este ano.