Por que não pode comer carne na Sexta-feira Santa?

De onde vem o costume de não comer carne na Sexta-Feira Santa?

Muitos tem curiosidades por que não pode comer carne na Sexta-Feira Santa, embora sigam o costume religioso aprendido na infância. Essa máxima provém da Igreja Católica e tem ligação com a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, que veio à Terra para salvar a humanidade do pecado.

O ato de não consumir carne na Sexta-Feira Santa, que representa o dia que Jesus morreu, serve como forma de se purificar, entrar em contato com Deus e lembrar desse ato radical que o Seu filho fez para nos salvar.

A abstinência da carne era mais comum antigamente

Ficar sem ingerir carne e, além disso, jejuar no dia da Sexta-Feira Santa, é uma prática plurissecular da igreja e conta com argumentos robustos para que prossiga até os dias de hoje. O primeiro deles é que, segundo a religião católica, todos os cristãos devem levar uma vida de renúncia a algum prazer para alcançar a perfeição espiritual.

Código do Direito Canônico, que rege as regras da Igreja Católica, por exemplo, recomenda que a abstinência da carne ocorra em todas as sextas-feiras do ano. Além disso, nesse dia deve haver o jejum e o estudo da Bíblia. Porém, essa norma caiu em desuso no decorrer dos séculos. Há pessoas que ficam sem comer carne por todo o período da Quaresma (período de 40 dias que antecede a Páscoa), seguindo preceitos mais antigos, embora não seja mais cobrado.

De qualquer forma, o Catecismo da Igreja Católica observa ainda hoje que o jejum e a abstinência da carne como uma “virtude moral que modera a atração pelos prazeres e procura o equilíbrio no uso dos bens criados”. Essa prática assegura, diz o Catecismo, “o domínio da vontade sobre os instintos e mantém os desejos dentro dos limites da honestidade”.

Regra foi flexibilizada nos dias de hoje

Atualmente a Igreja Católica não fala mais em obrigação de seguir essa máxima, recomendando apenas que todos que jejuem e não consumam carne na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira da Paixão.

Essa questão está mais aberta hoje em dia, permitindo que o fiel cumpra outro sacrifício que demonstre sua disposição em abrir mão de algo prazeroso do seu cotidiano para mostrar a Cristo a sua gratidão pelo sacrifício que Ele fez para nos salvar dos pecados.

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) orienta aos católicos que é possível substituir o não consumo da carne por uma obra de caridade um ato de piedade ou mesmo deixar de comer outro alimento que se goste muito.

Para além do não consumo de carne na Sexta-Feira Santa, é importante que não se cause o mal a quem quer que seja, caso contrário, se estará desrespeitando o sacrifício de Jesus Cristo que está descrito na Bíblia. Afinal, talvez seu principal ensinamento deixado como legado tenha sido a mensagem de amar uns aos outros como Ele mesmo nos amou.

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