Polícia investiga se líder do PCC mandou torcidas pararem de brigar


Paz entre as torcidas em São Paulo teria relação com ordem do PCC

Em áudios via WhatsApp, homens dizem que líder da facção do PCC ordenou fim de mortes entre organizadas

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Torcida do Corinthians entra em conflito com policiais no Maracanã (Foto: André Durão / GloboEsporte.com)

A Polícia Civil de São Paulo vai abrir um inquérito para averiguar a veracidade de áudios em que homens afirmam que a facção PCC (Primeiro Comando da Capital) determinou o fim das brigas entre membros de torcidas organizadas.

Nos arquivos, que circulam via WhatsApp, os homens dizem que o líder do grupo criminoso, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, que está preso, é o responsável pelo acordo de paz forçado entre as agremiações uniformizadas.

 “Quem deu o salve foi ‘maninho’ Marcola. Acabou a briga, acabou guerra de torcida, mano. Se tiver, quem vai (morrer) são os líderes aí, os caras da (zona)norte estavam falando. Acabou, mano”, afirmou um homem ainda não identificado.

Já outro áudio mostra que a ordem vale para todo o estado.

“Isso cabe para todas as quebradas, mano. Não estou brincando. É referente ao comando. Pôs a pedra em cima do bagulho, tá ligado?”, afirmou. “Se brigou na zona norte, o que acontece? O bagulho vai berrar para nós que somos lideranças. Matou um moleque que é inimigo, nós vamos morrer também.”

A investigação ficará a cargo da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).


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