Picada de marimbondo: Saiba como tratar a picada de marimbondo

A Picada de marimbondo causa dor, inchaço e pode levar a paradas cardíaca e respiratória, em casos graves. Veja como socorrer a vítima.

O marimbondo, nome dado popularmente às vespas, é um inseto voador, da ordem dos heminópteros, parente das abelhas e formigas, que costuma atacar quando se sente ameaçado. Ele é encontrado tanto em áreas urbanas quanto rurais, construindo a sua casa em locais abertos, casas, galhos ou qualquer outro local protegido.

picada de marimbondo

O marimbondo costuma atacar as pessoas quando se sente ameaçado

Picada de marimbondo: como tratar

Apesar de ter a sua parcela de importância para o meio ambiente, o marimbondo é visto como um verdadeiro vilão, por causa das picadas que às vezes distribui, principalmente quando tem o seu abrigo atacado por alguém ou se sente incomodado. Se o ninho deles estiver incomodando e precisar ser removido, o mais indicado é chamar uma empresa especializada ou ligar para o Corpo de Bombeiros da sua cidade.

Picada de marimbondo

Para evitar as picadas de marimbondo, basta não ter contato com ele, ficando longe dos locais onde o inseto habita. Caso você encontre uma casa de marimbondo pela frente, o melhor a fazer é deixar a curiosidade de lado e passar direto por ela.

Se mesmo com esses cuidados você for atacado por marimbondos, primeiramente tenha calma, não adianta ficar desesperado, pois isso pode aumentar o desconforto da picada, que normalmente vem acompanhada de dor local, vermelhidão, coceira e inchaço.

Uma compressa de água fria no local da Picada de marimbondo pode ajudar no alívio da dor

A primeira medida após a picada é retirar o marimbondo da pele, mas com muito cuidado, pois se você apertar o corpo do inseto, ele pode injetar mais veneno. Após a retirada, aplique uma compressa com água fria no local, para diminuir a dor, e procure o atendimento médico, principalmente se houver picadas na cabeça e no pescoço.

Para aliviar a coceira e controlar uma possível inflamação, o mais recomendado é o uso de anti-histamínico oral ou a aplicação de creme corticosteróide tópico (pomada, loção ou gel), lembrando que tais produtos só devem ser utilizados se forem indicados por um médico.

Caso apareça uma bolha, evite estourá-la. Lave a área em que ela está com água e sabão neutro, para diminuir o risco de uma infecção.

Leia também: como tratar a picada de Abelha

Picada de marimbondo e infestação

A infestação também pode estar relacionada aos locais de nidificação (local de construção do ninho). Se a região tiver muita madeira oca ou outros locais que favoreçam a formação dos ninhos, as mamangavas certamente irão se alojar nesses lugares. Essas espécies são ótimas polinizadoras de plantas e estão desaparecendo devido à eliminação de seus sítios de nidificação pelo desmatamento. Se não forem agredidas não causam problemas maiores.

A composição do veneno do marimbondo é pouco conhecida pois não existem muitos estudos a respeito. Ao contrário das abelhas, esses artrópodes não deixam o ferrão no local da picada. Por serem maiores e fisicamente mais assustadores aparentam ser mais venenosos que as abelhas, o que não é verdade. Os efeitos do veneno são semelhantes aos das abelhas, porém menos intensos.

O veneno de vespa contém histamina e serotonina, que são agentes químicos envolvidos nas respostas alérgicas em geral. Esses animais normalmente não são agressivos, só atacam se forem incomodados. O risco dos acidentes depende do número de picadas e da hipersensibilidade do indivíduo acidentado.

O quadro habitual após a Picada de marimbondo é dor intensa e eritema local (sinal típico da inflamação, na qual a pele fica com coloração avermelhada devido à vasodilatação capilar). Há também sintomas de edema (inchaço) de intensidade variável, referindo-se a um acúmulo anormal de líquido intersticial constituído principalmente de proteínas e sais. São sinais e sintomas comuns: mal-estar, ansiedade, sudorese (suor), prurido local (coceira), náuseas, tremores e vômitos. Nos indivíduos hipersensibilizados podem ocorrer urticária (alergia na pele) e broncoespasmo (dificuldade na respiração devido à contração da musculatura dos brônquios nos pulmões). Também foram constatados: hipotensão arterial (baixos valores da pressão arterial), inconsciência e choque, podendo evoluir para a morte, caso não ocorra medicação correta. Em animais, as reações tóxicas sistêmicas observadas são: vômitos, diarréia, sinais de choque e dificuldade respiratória em decorrência de síndrome da angústia respiratória aguda (SARA). Nos cães, além dos quadros de choque e SARA, casos de crise hemolítica também têm sido descritos. As picadas no pescoço ou na mucosa oral podem levar a edema de glote, resultando em morte por asfixia.