Neurite: Saiba o que é a Neurite – Dicas de Saúde


Neurite – Existem termos médicos difíceis de compreender, já que estão definidos com nomes complicados e com termos médicos complexos. A neurite pode ser um deles, mas a partir do nosso site de saúde vamos tentar te explicar o que é a neurite.

Em poucas palavras, podemos dizer que a neurite é a inflamação de um nervo (ou de um grupo de nervos).

A neurite é a “inflamação de um nervo e de suas ramificações, geralmente acompanhada de dor, atrofia muscular e outros fenômenos patológicos”. Com esta definição, parece claro o que é a neurite.

Os sintomas da neurite são variados e dependem da gravidade da inflamação, isto é, dependem do nervo que é afetado. Pode ocorrer como sensações como formigamento e pode chegar, inclusive, a paralisia da área afetada. Da mesma forma, a neurite também pode causar uma pressão arterial baixa.

 Quais seriam os sintomas da neurite óptica?

Uma vez que existem muitos nervos no corpo e todos podem sofrer neurite, as causas de que isso aconteça podem ser muito variadas. Por exemplo, uma lesão ou deficiência alimentar podem causar neurite. Outras causas que podem provocar a neurite passam pelo alcoolismo, assim como pela falta de vitamina B.

Além disso, doenças como a esclerose múltipla é um dos fatores que favorecem o desenvolvimento da neurite.

Podemos nos encontrar com neurite óptica, que é causada pela inflamação do nervo óptico, ou neurite vestibular, que é o resultado de uma inflamação do nervo vestibular, aquele que nos proporciona equilíbrio. O principal sintoma que se sofre neste último caso é a tontura ou vertigem. Estes são apenas alguns dos exemplos de possíveis nervos que podem desenvolver esta doença.

Uma solução passa pela prescrição de anti-inflamatórios, mas com o tempo, a inflamação geralmente vai diminuindo.

Neurite

O que é neurite óptica?

Neurite óptica é a inflamação do nervo óptico, o nervo traz os estímulos luminosos, localizado na parte posterior do olho, para o cérebro. É uma das manifestações mais comuns da EM sendo, frequentemente , o primeiro sintoma da doença. Quando isso ocorre, em geral a doença é branda. Apesar da neurite óptica ser muito sugestiva de EM, não significa automaticamente que a pessoa tem ou vai ter EM. A presença de lesões denominadas “desmielinizantes” vistas à ressonância magnética está associada com um risco mais elevado. Cerca de 40 % das pessoas com neurite óptica irá desenvolver EM.

Exames laboratoriais, como exames de sangue, radiografia torácica e punção lombar, são de extrema importância na exclusão dos diagnósticos diferenciais; todavia, acrescentam pouco em um caso típico de neurite óptica. A análise do líquor, no qual se observa a presença de proteína básica de mielina, bandas oligoclonais e IgG alta, sugere diagnóstico de esclerose múltipla.

Mesmo que nenhum tratamento seja estabelecido, há uma recuperação gradativa da acuidade visual após algumas semanas do início dos sintomas. Embora boa parte dos pacientes recupere a acuidade visual, certas deficiências, especialmente na sensibilidade ao contraste, podem ser permanentes. Uma vez ocorrido o quadro de neurite óptica, a probabilidade de recorrência gira ao redor de 28% dentro dos primeiros 5 anos.

O tratamento varia de acordo com a etiologia da doença. O ONTT (Optic Neuritis Treatment Trial) foi um estudo multicêntrico que objetivou determinar um protocolo de tratamento para a afecção em questão. Este estudo definiu que a neurite óptica associada à esclerose múltipla e a neurite óptica isolada apresentaram melhores resultados terapêuticos quando se utilizou a metilpredinisolona intravenosa.

Tenho fadiga. O que posso fazer?

A fadiga é um sintoma muito comum da EM. Até 85% das pessoas devem experimentar fadiga em algum momento. Em muitos casos a fadiga pode ser inclusive o principal sintoma, afetando consideravelmente o dia a dia.

Se você tem fadiga, conversar sobre isso com seu médico e com um fisioterapeuta será importante para discutir estratégias para otimizar o uso de suas energias e mesmo discutir sobre eventuais medicamentos.

Perguntas FrequentesRespostas rápidas para dúvidas comuns do dia a dia e para outras que, eventualmente, podem ser motivo de questionamento e incertezas.

Como é tratado o surto de esclerose múltipla?

Em geral os surtos (exacerbações) são tratados com corticóides em doses altas (chamadas de pulsoterapia) por via endovenosa por curtos períodos de tempo (3 a 5 dias), devido ao seu potente efeito anti-inflamatório. Com isso consegue-se acelerar a recuperação dos sintomas. Nos surtos mais brandos seu neurologista pode optar por doses mais baixas, por via oral, sendo suficientes. Eventualmente pode mesmo não usar os corticóides, aguardando uma recuperação espontânea, caso tenha conhecimento de como seu organismo deve responder ao surto em questão.


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