Morre o cantor Belchior aos 70 anos, vítima de parada cardíaca

Cantor Belchior morre aos 70 anos no Rio Grande do Sul

Belchior cantor e compositor, expoente da música popular brasileira por suas letras contestatórias, melancólicas e irônicas, morreu neste sábado aos 70 anos. De acordo com os jornais O Povo e Diário do Nordeste, do Ceará, Estado natal do músico, os familiares não divulgaram a causa do falecimento, que pode ter ocorrido por uma parada cardíaca que ocorreu na cidade de Santa Cruz, no Rio Grande do Sul. O governador  Belchiorcearense, Camilo Santana (PT), disse em nota de pesar que “o povo cearense enaltece sua história, agradece imensamente tudo que fez e pelo legado que deixa”.

O Governo do Ceará, que decretou luto oficial de três dias, está preparando o traslado do corpo até o Estado, mas segundo informações da assessoria da Secretaria de Cultura cearense, faltam ainda definições da família para decidir o local do sepultamento, se em Sobral, onde Antonio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes nasceu, ou em Fortaleza. Um velório e homenagem para Belchior estão sendo preparados na capital.

O compositor, autor de sucessos como Medo de avião, Velha roupa colorida e Apenas um rapaz latino-americanoteve o auge da carreira nos anos 70, com discos próprios e gravações de intérpretes como Elis Regina, que transformou Como nosso pais, composta pelo cearense, em hino de uma época. Em 1976 gravaria o disco Alucinação,que o consolidaria no cenário musical nacional, ao lado de outros músicos conhecidos como “pessoal do Ceará”. “Belchior trancou a matrícula no curso de medicina e se mandou, cantou na ‘barra pesada’ e venceu com Hora do almoço um festival universitário de âmbito nacional. Era o começo. Jorge Melo foi um dos primeiros a emigrar. Ednardo e Fagner foram depois. O Ceará invadia, mas logo começaram as dificuldades da luta contra os rótulos. Depois dos baianos, a tendência era classificar a partir da procedência. E foi difícil convencer que não se tratava de um grupo cearense, mas de pessoas que embora tendo nascido no mesmo lugar, e apesar das dificuldades e afinidades, seguiam caminhos diferentes e tinham recados diversos a dar”, escreveu, em 1977, no Jornal da Música, do Rio, o escritor, professor e crítico Gilmar de Carvalho.

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