Imagens que circulam pela web mostram recibos entregues pela defesa de Lula ao juiz Sérgio Moro com datas erradas! Será verdade?

As reproduções seriam de alguns dos recibos que a defesa do ex-presidente Lula entregou ao juiz Sérgio Moro e se espalharam no dia 26 de setembro de 2017. O que chama a atenção nos documentos é que, em alguns meses, a data de vencimento seria no dia 31 – mesmo em meses que possuem apenas 30 dias!

Os documentos são referentes a um apartamento situado na cidade paulista de São Bernardo do Campo que, de acordo com o Ministério Público Federal, teria sido comprado pela construtora Odebrecht ao ex-presidente.

Será que os recibos apresentados por Lula estão mesmo com erros de grafia? Os documentos são falsos?

Recibos apresentados por Lula à Justiça possuem erros grotescos?

 

Verdade ou farsa?

No dia 25 de setembro de 2017, os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentaram ao juiz federal Sérgio Moro um contrato de locação de uma cobertura vizinho em São Bernardo do Campo (SP). Além do contrato, a defesa também entregou comprovantes de pagamentos do aluguel de 2011 a 2015.

Só que alguns detalhes chamaram atenção nesses documentos, que você pode ler na íntegra aqui:

Todos os recibos parecem ter sido impressos na mesma impressora, com o mesmo tipo de tinta (cabe aí uma perícia para se saber quando cada um desses recibos foi impresso);

Todas as folhas estão com o mesmo aspecto. Visto que o próprio Lula afirmou em depoimento que esses recibos estavam “jogados em uma arca”, era de se esperar que esses papéis apresentassem amassados e/ou marcas do tempo (mas isso poderá ser verificado através de perícia);

Há vários erros e inconsistências nos recibos, como por exemplo, meses como junho grafados com 31 dias:

Moro Dia 31 de junho não existe!

Não há nenhum timbre de imobiliária ou qualquer reconhecimento de firma para se provar a data de suas assinaturas (geralmente, não é necessário se reconhecer firma, mas também não é necessário testemunhas).

O réu afirma que todos os pagamentos de alugueis foram feitos em “dinheiro vivo”, o que dificulta ainda mais o rastreio do dinheiro nas contas do petista. O Ministério Público Federal, após quebra dos sigilos bancários de Lula e dona Marisa, não encontrou pagamentos a Glaucos da Costamarques (o suposto locador do imóvel) em pelo menos 5 anos.

Os procuradores resumiram na denúncia aceita por Sérgio Moro:

“Apenas a partir de dezembro de 2015, é que se detectam depósitos em valores compatíveis com o declarado aluguel, sendo certo, ademais, tratar-se de depósitos em espécie em relação aos quais não se pode comprovar a efetiva origem”

É preciso ainda que sejam verificadas as contas do locador, bem como em suas declarações de Imposto de Renda;

Lei do Inquilinato não permitia alugueis com menos de 30 meses de duração desde o final de 2010. O contrato, teoricamente redigido e assinado em 2011, não podia ter sido feito com 12 meses.  

Conclusão do e-farsas

Os recibos apresentados pela defesa de Lula ao juiz Sérgio Moro possuem erros grosseiros e não sabemos ainda o quanto isso irá impactar no processo onde o ex-presidente é réu! As imagens que circulam pela web dos recibos com erros são reais, mas a legitimidade dos documentos só serão provadas após perícia!