Ex-repórter da Globo relembra época de vídeo vazado

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Dois anos depois de deixar a Globo em meio a uma polêmica por conta do vazamento de um vídeo íntimo, Thiago Asmar deu detalhes da sua saída da emissora e contou que hoje recebe quatro vezes mais do ganhava. Asmar agora é youtuber.

(Foto: Divulgação)

“Hoje eu ganho quatro vezes mais do que ganhava na Globo. Hoje eu ganho quatro vezes, mas a ideia é fechar 2020 ganhando dez vezes o que eu ganhava na Globo. Como eu trabalhava na Globo, tem aquele status. Todo mundo achava que eu era o mais bem-sucedido, mas jornalista não ganha bem não. Trabalha muito para ganhar mal. Eu ganho melhor em um negócio meu”, afirmou em entrevista ao canal Raiam Santos, no Youtube.

Ele falou também que aproveita mais a vida e que quando é reconhecido na rua, hoje em dia, é como Pilhado. “Saí, abri o canal, estou em 630 mil inscritos. Ganho mais que esses chefes picaretas ganham. Ganho mais que eles ganham, viajo o mundo para fazer vídeo, curto a vida. E outra, a dimensão quando eu era repórter de emissora, as pessoas me paravam na rua uma vez por mês. Agora não tem um dia que eu não saia na rua que eu não sou parado hoje e é Pilhado, não é mais o Thiago”, diz.

O vídeo íntimo de Asmar vazou em 2015. Na época, ele foi colocado na chamada geladeira, ficando apenas nos bastidores, fora do vídeo. Praticamente virou um produtor. Em 2017, acabou saindo da Globo.

Na entrevista, Asmar disse que era “pegador” e que isso também trazia problemas. “Vazou um vídeo meu polêmico na internet, e uma coisa que eu gosto de falar é ‘ser humano é difícil’, principalmente quando tem dinheiro, relacionamento, mulher e acima de tudo alegria. Eu nunca estou triste. Eu posso estar f****, mas não estou triste. O que acontecia: mulher. A mesma coisa. Modéstia à parte, eu pegava todo mundo mesmo. Pegava famosa mesmo. As pessoas sabiam disso, eu era amigo dos jogadores, porque eu tenho caráter, e os caras vêem quem tem caráter”, disse.

Ele diz que aguentou “muita porrada” na Globo nessa época e disse que houve um abaixo-assinado pedindo sua demissão, feito por “mulheres frustradas que eu nunca azarei”.

“Eu aguentei muita porrada. Eu não fui demitido. Eu fui encostado, fiquei na geladeira. Eu botava a cara, eu ia para a redação da Globo. Eu ia trabalhar, e as mulheres frustradas que eu nunca azarei que eram ruins ficavam incomodadas com o meu machismo, fizeram abaixo-assinado para eu ser demitido”, acredita.

Ele diz que tem vários defeitos, mas é um homem de caráter. “Caráter eu tenho, eu posso ter meus defeitos. Você ficou com várias mulheres, é machismo? É. Mas dessa vez eu dei a vacilada, aprendi com ela, mas a energia negativa que já conspirava contra mim… Pessoas influentes que eu conhecia falavam para mim ‘você deu a arma que eles queriam’. Foi muita porrada. Todo mundo tentou me demitir”

Asmar citou que depois disso começou a ser mandado para todas as “roubadas”, como jogo da Série B sexta à noite.

Ele contou que se demitiu depois que teve um episódio que classifica de “volta por cima”. “Fiz o UFC com o José Aldo, foi minha volta por cima. Depois a chefia me chamou falando que não ia continuar a série, que tinha que controlar orçamento”, explica.

O pedido foi feito diretamente a Roberto Marinho Neto, que ainda pediu que Asmar ficasse mais seis meses. Ele diz que chegou a considerar por conta da possibilidade de uma série no Havaí. “Aí quem queria me ferrar falou ‘não sabemos se você vai’. Depois falaram ‘você não vai, a gente quer te transformar em produtor’. Quiseram me tirar do vídeo. Aí eu falei ‘agora não fico mais”, finaliza.

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