Em vídeo repórter da Globo é assediado e ele se pronuncia


Continua repercutindo bastante na internet um vídeo em que alguns brasileiros assediam uma mulher russa. Eles se aproveitam do desconhecimento da jovem sobre a Língua Portuguesa e a fazem dizer palavras de cunho obsceno. Agora, outro vídeo voltou a ser destaque nas redes após dois anos. Trata-se de um link ao vivo do repórter Ben-Hur Correia para o SporTV.

Ele acabou sendo abordado por um grupo de mulheres em 2016. No vídeo, elas o surpreendem com um beijo no rosto e, em determinado momento, passam a mão sobre o corpo do rapaz, constrangido. Alguns internautas passaram a comparar o episódio com o que aconteceu na Rússia nesse ano, e questionaram a diferença na repercussão dos dois casos.

repórter da Globo
O repórter da Globo e do SporTV, Ben-Hur Correia (Foto: Reprodução/SporTV)

Se depender do que acha o próprio repórter da Globo, eles não podem ser comparados. Em vídeo divulgado em suas redes sociais, ele explicou o porquê de achar que se tratam de situações diferentes os dois tipos de abordagem. “Primeiro, a gente não pode comparar a minha situação naquele vídeo com a situação que a menina russa sofre no vídeo rodeada por brasileiros. Eu não fui coagido, eu não fui insultado e eu não fui induzido a falar palavras que me insultam num idioma que eu nem conheço. As situações são bem diferentes“, disse.

Ben-Hur ainda argumentou que o fato dele ser homem torna as duas situações diferentes: “Eu conseguiria me desvincilhar daquela situação de uma forma mais normal, mais natural. Se fosse uma menina na minha situação, rodeada por homens, aí sim seria muito mais preocupante”, falou o profissional, que finalizou o vídeo falando de feminismo.

“Tem muita gente falando ‘mas feminismo não prega a igualdade?’. Quando a gente fala de igualdade no feminismo, a gente tá falando de igualdade de oportunidades. As mulheres lutam para ter o mesmo salário que os homens quando tão trabalhando na mesma função, elas lutam para ter as mesmas oportunidades que os homens têm em organizações. É desse tipo de igualdade que a gente tá falando“, concluiu o repórter.


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