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Dólar hoje fecha abaixo de R$ 4, com expectativas sobre juros nos EUA e no Brasil

A moeda norte-americana caiu 0,39%, a R$ 3,9924. Foi a primeira vez desde o dia 15 de agosto que o dólar terminou o dia abaixo do patamar de R$ 4.

O dólar fechou em queda nesta segunda-feira (28), acompanhando o cenário externo, em semana marcada por reuniões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.

Dólar hoje fecha abaixo de R$ 4, com expectativas sobre juros nos EUA e no Brasil  outubro 28, 2019

A moeda norte-americana caiu 0,39%, a R$ 3,9924. Veja mais cotações. Foi a primeira vez desde o dia 15 de agosto que o dólar terminou o dia abaixo do patamar de R$ 4.

Cenário externo

O mercado aguarda a próxima reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) para decidir o rumo da taxa de juros dos Estados Unidos.

Segundo a Reuters, os juros futuros dos EUA indicavam que operadores veem 86,1% de chance de o Fed cortar os juros para um intervalo entre 1,50% e 1,75% em sua próxima reunião, de acordo com a ferramenta Fedwatch do CME Group.

O mercado monitora pistas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos porque, com taxas mais altas, o país se tornaria mais atraente para investidores. Isso motivaria uma tendência de alta do dólar em relação a moedas como o real. Mas se, ao contrário, o Fed decidir não aumentar os juros agora, recursos aplicados em outros mercados, como o brasileiro, tendem a não migrar para aos Estados Unidos, o que afastaria essa pressão de alta do dólar em relação a outras moedas.

O dia também é marcado pela repercussão das eleições na Argentina, mas a notícia não teve grandes efeitos sobre a taxa de câmbio nesta segunda. Alberto Fernández foi eleito novo presidente da Argentina nas eleições deste domingo (27). Com a ex-presidente Cristina Kirchner como vice na chapa, ele derrotou o atual mandatário, Mauricio Macri.

“O mercado já havia deteriorado a percepção de risco em relação a Argentina lá no começo de agosto, quando ficou bastante claro que Macri não iria se reeleger”, disse Fernando Bergallo, diretor de câmbio da FB Capital.

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