Choque Hipovolêmico: Informações necessárias sobre Choque Hipovolêmico


O choque hipovolêmico é caracterizado pela falha do sistema circulatório em manter um volume adequado de sangue aos órgãos vitais. Consequentemente, a pressão arterial se torna demasiada baixa para manter a pessoa viva. É uma condição de perigo de vida que requer tratamento imediato.
choque hipovolêmico
O choque hipovolêmico, também conhecido como choque hemorrágico, acontece quando se perde cerca de 1 litro de sangue, o que faz com que o coração deixe de ser capaz de bombear o sangue necessário para todo o corpo, levando a problemas graves em vários órgãos do corpo e colocando a vida em risco.

Alguns sintomas deste tipo de choque incluem:

  • Dor de cabeça constante, que pode ir piorando;
  • Cansaço excesivo e tontura;
  • Náuseas e vômitos;
  • Pele muito pálida e fria;
  • Confusão;
  • Dedos e lábios azulados;
  • Sensação de desmaio.

Em muitos casos, o choque hipovolêmico pode ser fácil de identificar, especialmente se a hemorragia for visível, no entanto, em casos de hemorragia interna, estes sinais podem ser mais difíceis de detectar.

Informações necessárias sobre o choque hipovolêmico

Qual é a fisiopatologia do choque hipovolêmico?

O sangue transporta oxigênio e outras substâncias essenciais para os órgãos e tecidos do corpo. Quando ocorre um sangramento grave, não há sangue suficiente na circulação e o coração deixa de ser a bomba eficaz que normalmente é. A perda intensa de líquidos torna impossível que o coração bombeie uma quantidade suficiente de sangue para o corpo e, dessa forma, o choque hipovolêmico pode levar à falência de vários órgãos. A pressão arterial cai e isso pode ser fatal.

Quais são as principais características clínicas do choque hipovolêmico?

Os sintomas do choque hipovolêmico variam com a intensidade da perda de fluidos ou de sangue. No entanto, todos os sintomas de choque põem a vida em risco e precisam de tratamento médico de emergência. Os sintomas de sangramentos internos podem ser difíceis de reconhecer até que os sintomas do choque apareçam. Os sangramentos externos são, obviamente, mais visíveis.

Os sintomas mais leves incluem dor de cabeça, fadiga, náuseas, transpiração intensa e tonturas. Os mais graves incluem pele pálida, fria ou úmida, respiração rápida e superficial, taquicardia, urina escassa ou ausente, confusão mental, fraqueza, pulso fraco, lábios e unhas azuis (cianose), tontura e perda de consciência.

Além dos sinais e sintomas do choque hipovolêmico é importante detectar os sinais e sintomas de hemorragia interna. Esses podem incluir dor abdominal, presença de sangue nas fezes, na urina ou nos vômitos, dor no peito e inchaço abdominal. As crianças muito jovens e os idosos são mais susceptíveis ao choque hipovolêmico.

Como o médico diagnostica o choque hipovolêmico?

Além da história clínica e dos sintomas físicos, o médico pode valer-se de vários exames para confirmar o choque hipovolêmico, entre os quais se incluem: exame de sangue para verificar se há desequilíbrio eletrolítico e testar o funcionamento dos rins e a função hepática; tomografia computadorizada ou ultrassonografia para visualizar os principais órgãos do corpo; ecocardiograma; eletrocardiograma para avaliar o ritmo cardíaco; endoscopia, para examinar o esôfago e outros órgãos gastrointestinais; cateterismo cardíaco direito para verificar se o coração está bombeando corretamente e cateter urinário para medir a quantidade de urina na bexiga. Dependendo dos sinais e sintomas, o médico pode ainda acrescentar outros exames.

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Tratamento de Enfermagem

O tratamento de enfermagem no choque hipovolêmico envolve:

  1. Prevenção do choque propriamente dito através da monitorização rigorosa de pacientes que sofreram acidentes, queimados graves, com diarreia grave e vômitos persistentes;
  2. Administração segura de líquidos e medicamentos;
  3. Documentação da administração de medicamentos e líquidos e os seus efeitos;
  4. Monitorar com o intuito de detectar os sinais de complicações e efeitos colaterais do tratamento(O risco de complicações surgem em detrimento da rápida reposição de líquidos e em idosos);
  5. Monitorar o paciente que recebe líquidos através da aferição de pressão arterial, sinais vitais, gasometria arterial, níveis séricos de lactato, níveis de hematócrito e hemoglobina e balanço hídrico. Líquidos administrados por via intravascular podem necessitar de aquecimento pois a reposição rápida de líquidos podem levar á hipotermia;
  6. Realizar exame físico com enfoque a observação das veias jugulares. A pressão jugular é baixa no choque hipovolêmico e pode estar muito alta na sobrecarga hídrica ou insuficiência cardíaca;
  7. Administração de oxigênio para aumentar a quantidade de oxigênio transportada na hemoglobina disponível no sangue.

Referências Bibliográficas

BRUNNER, L. S.; Suddarth, D. S. Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgico. 8 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.

CECIL, R. L. Tratado de Medicina Interna. 6 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996.


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