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Tesouro Direto: O que é o Tesouro Direto?

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O que é o Tesouro Direto?

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um programa de negociação de títulos públicos a pessoas físicas por meio da internet. Para o pequeno investidor, o Tesouro Direto é considerado uma opção de investimento de baixo custo e segura, já que os títulos públicos são considerados os ativos com menor risco em uma economia.

– Como investir no Tesouro Direto

Para começar a investir, é preciso dar quatro passos:

1. Cadastre-se no site do Tesouro Direto e abra uma conta em uma corretora de valores.

O processo é simples e não toma muito tempo. Caso você já tenha conta em corretora, fica ainda mais fácil.

2. Analise o prazo do título que pretende comprar

É importante que o prazo do título esteja relacionado com seu objetivo para a aplicação. Se estiver juntando dinheiro para comprar uma casa ou se aposentar, por exemplo, prefira títulos com prazos de vencimento mais longos. Assim, é possível conseguir uma rentabilidade mais elevada. Mas evite títulos longos se o saque do dinheiro estiver programado para daqui a poucos meses porque, quando resgata um papel antes do vencimento, o investidor corre o risco de amargar perdas.

3. Acompanhe o desempenho

Dependendo do título, pode valer a pena vender antes do vencimento com rentabilidade maior. É interessante ficar de olho na rentabilidade com certa frequência e aproveitar bons momentos de saída.

4. O Tesouro disponibiliza reinvestimento automático e compra programada

As funcionalidades do Tesouro Direto devem ser utilizadas principalmente pelos investidores de longo prazo e que compram títulos periodicamente.

5. Resgates diários

Um investidor que compra um título com vencimento em 2030 não precisa esperar até lá se quiser pegar seu dinheiro de volta. O Tesouro Nacional recompra os papéis em poder do público todos os dias úteis.


– Títulos do Tesouro Direto

Os três tipos de títulos mais populares entre as pessoas físicas são:

Tesouro Prefixado (LTN) – Título com rentabilidade definida (prefixada) no momento da compra

Este tipo de título possui taxa predefinida no momento da compra. Isso quer dizer que, ao adquirir um Tesouro Prefixado, o investidor já sabe, na hora, qual será a taxa de juros paga no final do período de aplicação.

Assim, este título é indicado principalmente quando a taxa de juros está alta, mas existe a tendência de que ela recue. Desta forma, o investidor “trava” a sua rentabilidade com a Selic elevada, e, depois, mesmo que ela caia, vai receber aquela rentabilidade maior ao final do prazo do investimento.

Tesouro Selic (LFT) – Título com rentabilidade diária vinculada à taxa Selic

Ao investir em um título Tesouro Selic, o investidor não sabe exatamente qual será a sua rentabilidade no final do período. Isto porque ela vai depender da variação da taxa básica de juros. Se a Selic subir, a tendência é que a remuneração seja maior, e vice-versa. Por isso, este título é mais indicado em caso de expectativa de que a taxa de juros suba ou permaneça em um patamar elevado – assim, a remuneração também será mais atrativa. Para investidores que não acompanham o mercado e podem precisar resgatar o dinheiro a qualquer momento, esse também é o título mais indicado.

Tesouro IPCA + (NTN-B) – Títulos com rentabilidade vinculada à variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação “oficial” do país), acrescida de juros

Assim como no caso do Tesouro Selic, o investidor que compra um título Tesouro IPCA + não sabe exatamente qual será a sua remuneração no final do período de validade do título, já que a rentabilidade é baseada no IPCA, um índice de inflação que flutua todos os meses. Este título é indicado para quando existe a expectativa de que a inflação aumente, assim o investidor não só protege seu patrimônio como ainda pode ganhar poder aquisitivo.


– Rentabilidade

Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2017 (NTNB) 15/05/2017 Indexados ao IPCA
Tesouro IPCA+ 2019 (NTNB Princ) 15/05/2019 6,25 Indexados ao IPCA
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2020 (NTNB) 15/08/2020 Indexados ao IPCA
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2024 (NTNB) 15/08/2024 Indexados ao IPCA
Tesouro IPCA+ 2024 (NTNB Princ) 15/08/2024 6,08 Indexados ao IPCA
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026 (NTNB) 15/08/2026 6,14 Indexados ao IPCA
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026 (NTNB) 15/08/2026 6,14 Indexados ao IPCA
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 (NTNB) 15/05/2035 6,15 Indexados ao IPCA
Tesouro IPCA+ 2035 (NTNB Princ) 15/05/2035 6,16 Indexados ao IPCA
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045 (NTNB) 15/05/2045 Indexados ao IPCA
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 (NTNB) 15/08/2050 6,19 Indexados ao IPCA
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2017 (NTNF) 01/01/2017 Prefixados
Tesouro Prefixado 2017 (LTN) 01/01/2017 Prefixados
Tesouro Prefixado 2018 (LTN) 01/01/2018 Prefixados
Tesouro Prefixado 2019 (LTN) 01/01/2019 12,86 Prefixados
Tesouro Prefixado 2021 (LTN) 01/01/2021 Prefixados
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2021 (NTNF) 01/01/2021 Prefixados
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2023 (NTNF) 01/01/2023 Prefixados
Tesouro Prefixado 2023 (LTN) 01/01/2023 12,94 Prefixados
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2025 (NTNF) 01/01/2025 Prefixados
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2027 (NTNF) 01/01/2027 12,86 Prefixados
Tesouro Selic 2017 (LFT) 07/03/2017 Indexados à Taxa Selic
Tesouro Selic 2021 (LFT) 01/03/2021 0,02 Indexados à Taxa Selic

– Custos

Os custos do Tesouro Direto costumam ser mais baixos que os de fundos DI e de renda fixa:

Taxa de custódia

Cobrada pela BM&FBovespa sobre o valor dos títulos, referente aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos. A taxa é cobrada semestralmente e representa o equivalente a 0,3% ao ano.

Taxa dos agentes de custódia

As taxas cobradas pelos agentes de custódia são livremente acordadas com os investidores. São cobradas pelas corretoras. O Tesouro Nacional disponibiliza uma tabela com o valor cobrado por cada corretora (clique aqui e consulte). Como em qualquer aplicação de renda fixa sem isenção, sobre os ganhos com títulos do Tesouro Direto também são cobrados impostos.

O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é devido apenas quando o prazo da aplicação for inferior a 30 dias. Já o Imposto de Renda é sempre obrigatório. A alíquota é de 22,5% do lucro para investimentos de até 180 dias; 20% para 181 a 360 dias; 17,5% para 361 a 720 dias e 15% para investimentos de 721 dias ou mais.


– Riscos

Conheça os tipos de risco envolvido nas aplicações em títulos públicos:

Crédito

Os títulos emitidos pelo governo são considerados os ativos mais seguros do mercado – afinal, é muito mais fácil um banco ou uma instituição privada “quebrar” do que um país inteiro. Por isso, apesar de existir, o risco de crédito dos títulos públicos é considerado muito baixo.

Mercado

Os títulos públicos também possuem volatilidade (alguns mais do que outros) e o preço do título pode oscilar durante o período da sua validade. Assim, se o investidor precisar resgatar o papel antes do vencimento, pode conseguir um valor menor ou maior do que o aplicado, dependendo da oscilação do título. Um título Tesouro IPCA + (NTN-B), por exemplo, tende a registrar queda no valor de face se os juros da economia aumentarem. Da mesma forma, o Tesouro Prefixado (LTN) perde valor unitário se os juros nominais subirem.para 181 a 360 dias; 17,5% para 361 a 720 dias e 15% para investimentos de 721 dias ou mais.


– Dicas de especialistas

Os títulos públicos nem sempre são a aplicação de baixo risco mais interessante. Para momentos em que a Selic esteja em 7,25% ao ano, por exemplo, a “velha poupança” tem um rendimento líquido superior ao do Tesouro Selic (LFT). Fundos DI que cobrem taxas de administração de até 0,3% também podem bater o Tesouro Selic, o título do Tesouro Direto mais seguro. Os CDB de bancos que paguem mais de 100% do CDI também podem ser mais interessantes. Nesse caso é recomendável nunca investir mais de R$ 250 mil em papéis de um único banco para contar sempre com a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) em caso de quebra da instituição financeira.

O único título do Tesouro Direto com risco de mercado baixíssimo é o Tesouro Selic. O papel paga um rendimento equivalente à Selic (taxa básica de juros da economia brasileira) e é indicado para investidores mais conservadores. Em momento em que não há a expectativa de alta dos juros, os investidores com mais tolerância ao risco podem investir apenas o dinheiro da reserva de emergência em títulos Tesouro Selic.

O Tesouro IPCA + (NTN-B) é o papel ideal para poupar para a aposentadoria. Como esses títulos possuem vencimento muito longos (como 2035 ou 2050, entre outros), o investidor pode “casar” o prazo de vencimento do título com a data esperada para sua aposentadoria. Como pagam inflação mais juros, o investidor também garante um ganho real de poder aquisitivo ao longo dos anos.

O Tesouro Prefixado (LTN) é especialmente interessante quando os juros estão em um patamar muito alto. O investidor que compra Tesouro Prefixado nessas ocasiões consegue garantir uma taxa de juros atraente para seu investimento durante alguns anos. É importante lembrar que, se errar a aposta e os juros subirem ainda mais, o investidor terá perdas no curto prazo. Outro problema é que o Tesouro Nacional procura evitar a emissão de Tesouro Prefixado com prazos longos de vencimento quando a Selic está em um patamar muito elevado.

Títulos com cupom semestral – Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F) e Tesouro IPCA + com Juros Semestrais (NTN-B) – pagam aos investidores juros a cada semestre. São indicados a quem planeja viver da renda desses papéis, já que, a cada seis meses, um montante de dinheiro cairá na conta. Para os demais, é mais fácil optar por títulos sem cupom – Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA -, já que não será necessário ter o trabalho de reinvestir o cupom a cada seis meses. Outro problema é que o investidor paga IR no momento do recebimento do cupom. Em papéis sem cupom, esse montante pago à Receita Federal poderia continuar rendendo.

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