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Rede social para quem fuma maconha já conta com 170 mil usuários

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Os estabelecimentos que vendem maconha também aproveitam o espaço para fazer a propaganda de seus produtos

Foto: Divulgação

A indústria de maconha legal deve movimentar 2,6 bilhões de dólares nos Estados Unidos este ano. Lá, a Cannabis recreativa é legalizada em dois estados e discriminalizada, inclusive para plantação, em outros onze. Com tanto dinheiro e potenciais usuários em jogo, os empreendedores de startups de tecnologia se animam com as possibilidades.
A ideia mais recente a pegar é o MassRoots, uma rede social que se define como “um local seguro para a comunidade cannabis”. O app parece um Instagram, mas em vez de selfies e pratos de comida, as pessoas postam imagens de seus baseados, bongs, plantas, arte com fumaça e cachorros doidos, como o de cima. Os estabelecimentos que vendem maconha também aproveitam o espaço para fazer a propaganda de seus produtos (além da planta em suas diversas variações, como bolos, bebidas e outros doces).
“Como o LinkedIn virou a identidade profissional da pessoa e o Tinder se transformou na identidade de paquera da pessoa, nós queremos que o Massroots seja a identidade de Marijuana do usuário”, diz a página da rede social. O Massroots já tem, segundo eles próprios, 170 mil usuários ativos, e acaba de receber 150 mil dólares em investimento.
Outro app que também levantou algumas centenas de milhares de dólares recentemente, oCannabuild, promete não apenas conectar consumidores com lugares que vendem maconha recreativa e medicinal, mas também permitir um espaço de conversa e tira-dúvidas com os chamados “budtenders” (pense “bartenders” de erva). Ele estará disponível para iPhone até o fim do ano.
Você pode argumentar que tudo que o o Cannabuild e o MassRoots fazem pode ser feito, por exemplo, no Facebook. Mas o problema, como o Ello se aproveitou, é que o Face não tolera anônimos. E isso é problemático: mesmo em lugares onde a maconha é legalizada, o estigma de maconheiro é forte – pode ser difícil colocar o mesmo perfil de uma pessoa do Massroots, misturada com as fotos que são vistas pela tia ou o patrão, no Facebook. É melhor adotar “personas” diferentes, então: no MassRoots, usa-se um nome de usuário e um email, só. No Cannabuild, tudo é anônimo (a não ser o pagamento com o cartão de crédito).
Quem entrou na brincadeira mais cedo já consegue colher os frutos e folhas: o mais antigo aplicativo da seara, o Weedmaps, uma espécie de Foursquare para apreciadores da erva, já consegue um faturamento de 18 milhões de dólares anuais, agora que há muito mais opções e demanda pelo produto. Veja a página, por exemplo, do Weedmaps para Denver, capital do Colorado:
Saindo do software e partindo para o hardware, há uma corrida no Vale do Silício para fazer, por exemplo, o melhor vaporizador, como explicou essa ótima matéria na Wired uns meses atrás. A alta tecnologia está em produtos como o Firefly, que parece um pen-drive, mas promete a inalação com bem menos impurezas, por cerca de 300 dólares:
A maior dificuldade para esses empreendedores agora é fazer os seus produtos e serviços sejam conhecidos. A publicidade para maconha é ilegal na maioria dos lugares dos EUA, e investimentos e empréstimos bancários, por exemplo, são dificultados. Mesmo na internet, o Google Adsense não aceita comerciais desse tipo de produto, ainda que em lugares onde eles são legais.
Esses obstáculos mostram que o assunto ainda não é pacificado nos Estados Unidos. A legalização da maconha ainda é um assunto complexo – nos estados americanos que legalizaram, as novas regras e impostos trouxeram turistas e receita extra para o governo, mas o mercado negro, o tráfico, ainda existe (alguns dizem que ele até aumentou). Faz sentido então em pensar em regras diferentes para países diferentes, com culturas diferentes.
Mas o fato é que assim que uma brecha aparece, os empreendedores agarram a oportunidade, e Denver, a capital do Colorado e primeira cidade mais ou menos grande a adotar a legalização (de uma forma mais liberal até que a Holanda ou Uruguai), está virando um Vale do Silício da Maconha, no que o New York Times apelidou de “nova corrida do ouro”. Espere ver logo coisas bem mais malucas que esse vaporizador, um aperfeiçoamento de coisas que já existem na Holanda há alguns anos.
Mas e aqui, se um dia a lei mudar, quais seriam as inovações dos empreendedores legais?
Fonte: Yahoo Notícias/JH

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