Mônica Martelli fala de abuso: "Só descobri que era estupro semana passada" - BR Acontece

Mônica Martelli fala de abuso: “Só descobri que era estupro semana passada”

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  • No “Saia Justa”, Barbara Gancia, Mônica Martelli e Astrid Fontenelle contam histórias de violência sexual que sofreram no passado

Em um debate sobre estupro exibido no programa “Saia Justa”, do GNT, desta quarta-feira (22), as apresentadoras Mônica Martelli, Astrid Fontenelle e Barbara Gancia contaram já terem sofrido algum tipo de abuso sexual.

Mônica Martelli lembrou ter passado por uma situação abusiva aos 14 anos. “Só descobri que era estupro semana passada. Participei de um luau e ele me levou para um canto, quando começou uma guerra física muito séria. Fiquei impressionada na época, mas achei que era o papel do homem tentar. Nunca me dei conta do que foi aquilo ali”, revelou.

Quem também compartilhou uma experiência parecida foi Barbara Gancia. A apresentadora contou que, quando era mais nova, entrou no carro com um garoto que era a fim dela. Quando ele passou dos limites e Bárbara não gostou, chegou a ser agredida. O amiguinho dele, que estava junto, começou a rir. “Aí falei para uma autoridade da família, que perguntou se teve penetração e neguei. Ele falou que, então, não tinha acontecido nada”, disse.

“Aconteceu de novo”

Já Astrid Fontenelle relembrou uma experiência recente e até nomeou seu agressor, chamado Zé Paulo. Segundo ela, como o rapaz era amigo de seus amigos, a apresentadora topou ir até o apartamento dele dar uma força para a amiga, que gostava do mesmo rapaz.

“Chegando lá, ele me pegou a força e comecei a gritar. Acabei conseguindo fugir e, como era primeiro andar, deu para escutar tudo. Lembro da cara do faxineiro e do porteiro do prédio, que começaram a rir”, explicou Astrid, antes de completar: “Vinte anos depois, nos encontramos e aconteceu de novo. Apenas falei: se você não me largar, alguém vai sair daqui morto hoje”.

Não é não
Durante o debate, as apresentadoras ressaltaram que estupro é todo tipo de abuso sexual, não apenas quando ocorre penetração. Astrid lembrou ainda da importância de se educar as crianças, especialmente os meninos, que precisam aprender desde pequenos a respeitar a opinião das mulheres. Muitas costumam ser abusadas pelos próprios maridos.

“Não é a menina que você precisa orientar a não usar roupa curta, não beber, se dar o respeito, mas sim ensinar o menino a respeitar a mulher, independente do comportamento dela”, ressaltou.

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