Microcefalia: RS suspende uso de larvicida Pyriproxyfen - BR Acontece

Microcefalia: RS suspende uso de larvicida Pyriproxyfen

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Depois de estudo argentino apontar possível relação entre a microcefalia e o larvicida indicado pelo Ministério da Saúde, governo gaúcho suspendeu o uso do Pyriproxyfen. Ministério defende segurança do produto.

Presidente Dilma participou de visitas no dia de mobilização contra o mosquito no Rio de Janeiro

Presidente Dilma participou de visitas no dia de mobilização contra o mosquito no Rio de Janeiro

O governo do Rio Grande do Sul decidiu suspender temporariamente o uso de um larvicida indicado pelo Ministério da Saúde após um estudo argentino apontar a possibilidade de a substância potencializar a má-formação cerebral causada pelo vírus da zika. Depois do anúncio do governo gaúcho, o Ministério divulgou nota em que defende a segurança do produto.

Chamado Pyriproxyfen, o larvicida é utilizado pelo Ministério da Saúde no combate ao mosquito Aedes aegypti.
A medida da gestão gaúcha foi anunciada ontem, dia em que o Governo Federal fez um mutirão contra o mosquito, com presença da presidente Dilma Rousseff, das Forças Armadas e ministros.
“Decidimos suspender o uso do produto em água para consumo humano até que se tenha uma posição do Ministério da Saúde”, disse João Gabbardo dos Reis, secretário da Saúde do Rio Grande do Sul. Em nota, a secretaria afirma que o larvicida é enviado pelo Ministério e “utilizado em pequena escala” no Estado, apenas em casos específicos, como chafarizes e vasos de cimento em cemitérios. “Quando não é possível evitar o acúmulo de água nem remover os recipientes”, informa.
A hipótese de que o produto agravaria a microcefalia foi feita pela organização médica argentina “Physicians in the Crop-Sprayed Towns” (médicos nas cidades com colheita pulverizada, em tradução livre).
Depois do anúncio feito pelo governo do Rio Grande do Sul, o Ministério da Saúde divulgou nota em que defende a segurança do Pyriproxyfen. O órgão afirma que só usa larvicidas recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti.
A pasta ressalta que alguns locais onde o produto não é usado também registraram casos de microcefalia. “Ao contrário da relação entre o vírus Zika e a microcefalia, que já teve sua confirmação atestada em exames que apontaram a presença do vírus em amostras de sangue, tecidos e no líquido amniótico, a associação entre o uso de Pyriproxyfen e a microcefalia não possui nenhum embasamento cientifico”, disse a nota.
O Ministério também ressalta que o Rio Grande do Sul tem autonomia para utilizar o produto adquirido e distribuído pelo governo federal ou desenvolver estratégias alternativas.
Boletim divulgado ontem pelo Ministério da Saúde mostra que 462 bebês nasceram com microcefalia. Em 41 casos foi confirmada, com exames laboratoriais, a relação com o vírus Zika. A pasta ainda investiga 3.852 notificações de má-formações em recém-nascidos.

Mutirão nacional
O governo federal estimou ter atingido, somente na ação de ontem do mutirão de combate ao Aedes aegypti, um universo de três milhões de domicílios em 353 cidades, entre capitais, regiões metropolitanas e áreas com maior índice de incidência do mosquito.
A iniciativa teve participação estimada de 220 mil militares, o que representa 60% do efetivo total nacional. A presidente Dilma Rousseff e ministros também participaram da mobilização.
“Os principais criadouros do mosquito são as residências, e se as pessoas não dedicarem um tempo por dia, mesmo que pequeno, para remover os possíveis criadouros, a campanha terá dificuldade de alcançar eficácia e cumprir seu objetivo”, disse o ministro Aldo Rebelo (Defesa).
Amanhã tem início uma nova fase da mobilização, com ações em 100 cidades do País, contando com participação de cerca de 50 mil homens das Forças Armadas. (das agências)

Fonte: opovo.com.br

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