Marcha das vadias percorre as ruas de Porto Alegre pelo fim da violência #BR - BR Acontece

Marcha das vadias percorre as ruas de Porto Alegre pelo fim da violência #BR

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Foto: Félix Zucco / Agencia RBS
Centenas de pessoas tomaram as ruas de Porto Alegre neste domingo para protestar contra a violência à mulher. A palavra “livre” vinha pintada nos corpos de muitas manifestantes que usavam apenas sutiãs ou tinham os peitos nus. Elas gritavam: “se ser livre é ser vadia, somos todas vadias”.
Esta quarta edição da Marcha das Vadias reuniu em sua maioria mulheres jovens, mas homens também se uniram ao protesto. Munidos de cartazes e faixas, os manifestantes – alguns vestidos, outros seminus – tinham como principal destino a Delegacia de Polícia da Mulher, na esquina da avenida Ipiranga com a João Pessoa. À frente da marcha, três homens carregavam um caixão de madeira pintado de roxo com os dizeres “92 mulheres mortas pelo machismo RS-2013”.
– No ano passado priorizamos a legalização do aborto e fomos contra a religião. Neste ano estamos contra a violência contra a mulher e questionando as políticas públicas e verbas destinadas a isso – explicou Maria Fernanda Geruntho Salaberry, uma das organizadoras da marcha.
– Existe uma delegacia da mulher que supostamente funciona 24 horas por dia, mas não funciona realmente – reclamou Sabrina Moura, estudante de 17 anos, que também se envolveu na organização.
A concentração na frente do Monumento ao Expedicionário, no Parque da Redenção, começou no início da tarde, com mulheres pintando faixas e escrevendo em seus corpos. A partir das 16h10min o grupo começou a caminhada, primeiro cruzando a extensão da Redenção pela margem do espelho d’água, depois se dirigindo à João Pessoa. A massa seguiu até a Ipiranga, fazendo com que a avenida parasse completamente por alguns minutos. Pelo caminho, um grupo de meninas com os rostos tapados picharam as portas fechadas de um bar e deixaram na calçada as palavras “ambiente machista”.
Durante todo o ato, as manifestantes intercalaram palavras de ordem com versões feministas para funks cariocas. Alguns dos refrões que podiam ser ouvidos eram “Ela não anda, ela milita”, “Se o corpo é da mulher, ela dá para quem quiser” e “Eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente com a roupa que eu escolhi”.
O grande grupo de manifestantes se dividiu, tendo uma parte dele rumado para a Cidade Baixa, pela Avenida Venâncio Aires, e o maior grupo seguido pela João Pessoa até a Delegacia da Mulher. Diante do prédio, o grupo se deteve para ler uma carta aberta que estava sendo distribuída com as principais reivindicações do movimento, que inclui melhores condições de atendimento na Delegaria de Polícia da Mulher de Porto Alegre, criação de centros de educação e reabilitação para agressores e a implementação de programas preventivos. Na porta do plantão da delegacia, dezenas de meninas deitaram na rua para lembrar as vítimas da violência que morreram no ano passado
– Todo o dia eu sofro violência na rua, uma vez um cara foi me pedir informações com o pênis de fora. Eu tinha 15 anos – contou uma estudante de 21 anos, que preferiu não se identificar.
Sem camisa, o estudante Rafael Marques, 23 anos, trazia uma frase escrita no peito: ” Por que eu posso sair assim e elas não?”
– Eu estou aqui porque acho que a violência não tem explicação de forma nenhuma – disse ele, com batom na boca – sinto que a aceitação à causa tá crescendo – acrescentou ele.
Fonte: Zero Hora

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