Jovem de Curitiba relata abuso sexual dentro de ônibus lotado - BR Acontece

Jovem de Curitiba relata abuso sexual dentro de ônibus lotado

BR Acontece
Criador do site BR Acontece, amante da internet, tv, plataformas blogger e WordPress. Vivo conectado em um mundo chamado notícias online, sempre atualizando o site BR.

20160406085524dod2mo6ARUFoto postada pela jovem na rede social (Foto: Reprodução/Facebook)

Uma jovem de Curitiba (SP) fez um relato no Facebook sobre um abuso sexual ocorrido em um ônibus lotado, e a publicação viralizou na rede social.

Grazi Oliveira conta que estava no coletivo da linha Centenário/Rio Comprido, quando percebeu que um homem estava parado bem nas costas, aproveitando para se esfregar nela. “Tentei dar um passo para frente mas ele acompanhou, continuando encostado. Não bastasse ele começou a respirar muito forte por cima do meu ombro, chegando a gemer baixinho. Tentei empurra-lo com o cotovelo, ir para outro lugar mas não tinha jeito. Ele continuou ali, se esfregando e gemendo”, escreve ela.

A jovem diz que, diante daquela situação, decidiu descer do ônibus, e só do lado de fora do coletivo ela percebeu o que, de fato, havia acontecido. “Percebi que ele não havia apenas se encostado e insinuado, ele havia ejaculado na minha saia, e então eu desabei”.

Ao final do relato, Grazi ainda se desculpa por postar a foto da saia suja e disse estar cansada, irritada e triste. “Não quero mais ter medo de andar na rua, eu não quero mais me culpar por ser a vítima, eu não quero mais ter que pensar no tamanho da minha saia antes de sair de casa, eu não quero ter que limpar a sujeira dos outros”, escreve ela.

A publicação, feita no início da noite de terça-feira (5), teve mais de 33 mil compartilhamentos na rede social, além de muitos comentários em apoio à coragem da jovem e também de pessoas – mulheres e homens – revoltados com a situação.

“É nojento pensar que um ser humano é capaz de fazer isso! Força, muita força! Parabéns por ter postado o texto!”, escreveu uma internauta. “Força, Grazi! Não consigo imaginar a repulsa e a tristeza que você deve ter sentido nesse momento. Estamos juntas, sempre”, acrescentou outra.

O portal da RedeTV! tentou contanto com a jovem, para saber se, entre outras coisas, ela fez boletim de ocorrência, mas até o momento não teve retorno. Após a repercussão do caso, o perfil da jovem no Facebook não foi mais encontrado.

Leia o relato na íntegra:

Aquele tipo de texto difícil de escrever porque suas mãos ainda estão tremendo.

Eu só queria ir pra casa depois de uma longa espera no pronto atendimento. Pegar o ônibus, ir pra casa.

Entrei no tubo, o ônibus veio logo, estava cheio, horário de pico, mas sabem como é CENTENÁRIO/ CAMPO COMPRIDO sempre tem espaço pra mais um.

Me ajeitei no cantinho, segurei a bolsa e só pensei na hora que ia poder tirar essa bota quente, pois Curitiba não decide quantas estações vai fazer em um dia.

Mas não é fácil assim, ir pra casa não é fácil assim. Se você é mulher e precisa pegar um ônibus lotado, com certeza, não vai ser fácil chegar em casa.

Guardei o celular na bolsa e foi então que eu percebi que ele estava ali. Parado bem nas minhas costas, aproveitando de cada curva para se esfregar em mim. Tentei dar um passo pra frente mas ele acompanhou, continuando encostado. Não bastasse ele começou a respirar muito forte por cima do meu ombro, chegando a gemer baixinho. Tentei empurra-lo com o cotovelo, ir para outro lugar mas não tinha jeito. Ele continuou ali, se esfregando e gemendo. Precisei descer no tubo que seguia, mesmo não sendo o meu. Antes de sair o empurrei e disse a ele que era um velho nojento e deveria se envergonhar de agir desse modo em qualquer lugar que seja.

Ao descer percebi que ele não havia apenas se encostado e insinuado, ele havia ejaculado na minha saia, e então eu desabei.

Agora, chegando em casa, não estou feliz por tirar essas botas quentes. Agora, chegando em casa, estou limpando de mim mais um dia difícil de se chegar em casa.

Eu não quero mais ligar pra minha mãe chorando, eu não quero mais ter medo de andar na rua, eu não quero mais me culpar por ser a vítima, eu não quero mais ter que pensar no tamanho da minha saia antes de sair de casa, eu não quero ter que limpar a sujeira dos outros.

Desculpem o texto e a imagem mas eu to cansada, irritada e triste, e se eu tivesse a opção desejaria nunca ter que falar sobre essas coisas. Desejaria que essas coisas nunca acontecessem.”

Fonte: RedeTV

Deixe um comentário