Filme 'A Bruxa de Blair’ reflete fascínio por imagens - BR Acontece

Filme ‘A Bruxa de Blair’ reflete fascínio por imagens

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imageUm raro momento em que os personagens Liz e James olham para fora no reboot dirigido por Adam Wingard

Mais do que um reboot de um filme pretensamente amador lançado com sucesso em 1999, “A Bruxa de Blair” nos faz pensar quem são esses jovens protagonistas da nova versão e quais são os seus objetivos, entre imagens escuras, interrompidas e de feição “caseira”.

Há o casal negro, o casal branco e um terceiro casal, residente numa cidadezinha onde a irmã de James teria desaparecido, provavelmente por obra da tal bruxa. O que os levam a organizar uma expedição em que a única preocupação é o registro fílmico da experiência?

Não seriam eles os adolescentes com hormônios em ebulição de “Sexta-Feira 13”, porque o sexo é ausente – a única alusão é prontamente rechaçada por James quando sua amiga Liza amanhece em sua barraca. O fetiche é outro, pela imagem dos próprios, em sofisticadas câmeras.

SEM BRILHO
A única diferença desse “A Bruxa de Blair” para o original está aí, na tecnologia, representada por drones e câmeras auriculares. Não deixa de ser curioso que esse enaltecimento de si seja acompanhado da negação da personalidade: eles são borrões, pálidas lembranças de pessoas.

Talvez essa tenha sido a intenção dos realizadores, para reforçar a ideia de pessoas normais, mas é muito sintomático que o filme só retire deles essa ligação com a imagem, com tudo mais ao redor perdendo o brilho (a luz do sol) e cor, com todos mergulhando numa grande escuridão.

Está longe de ser um suspense psicológico. Não é o instrumento, mas o objeto desse estado de coisas, já que não anseia mais do que sustos gerados pelo o que não conseguimos distinguir – do hiperrealismo do 3D ao found footage, somos levados a esse mesmo universo das relações rasas.

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