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Notícia: Corpo de estudante desaparecido é encontrado na raia olímpica da USP

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(Foto: Estadão Conteúdo)
 
Paulo Bittencourt, delegado assistente do 93º DP (Jaguaré), confirmou que o corpo encontrado pela Polícia Militar na manhã desta terça-feira na raia olímpica da Universidade de São Paulo (USP), próximo ao Velódromo, é do estudante Victor Hugo Marques, que estava desaparecido desde a última sexta-feira, quando participava de uma festa organizada pelo Grêmio Politécnico da Escola Politécnica da USP.

 

“Identificamos a identidade da vítima por conta dos documentos pessoais encontrados junto ao corpo. Não identificamos lesões aparentes no corpo”, disse. 
O caso, agora, está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil de São Paulo.
DNA
Os pais do estudante foram nesta segunda-feira, 22, ao Instituto Médico-Legal (IML) para ceder amostras de sangue. Segundo o pai, o bancário José Marques dos Santos, de 55 anos, o material seria comparado a uma mancha de sangue encontrada no velódromo, onde ocorreu a festa.
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“Havia um rastro de sangue no local do evento. O DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) pediu que uma equipe fosse ao local e que a gente cedesse uma amostra de sangue”, afirmou Santos. Para ele, foi a primeira vez que o jovem, que é estudante de Design Gráfico no câmpus Santo Amaro do Senac, participou de uma festa na USP. A família mora em Osasco, na Grande São Paulo.

 

O bancário diz que tentou contato com o filho por volta das 6 horas do sábado, mas o celular estava desligado.

 

Ainda ontem, familiares e amigos prestaram depoimentos e forneceram informações que poderão auxiliar os trabalhos de busca. Santos foi visto pela última vez por volta das 4 horas do sábado, após deixar a companhia de amigos para buscar cerveja dentro de uma festa no velódromo da USP. O evento comemorava 111 anos do Grêmio Politécnico e reuniu cerca de 5 mil pessoas.

 

Corpo de estudante foi encontrado na raia olímpica. Local é próximo ao velódromo (à direita), onde o estudante sumiuReprodução/Rede Record
 
Apelo
A festa era “open bar” (com bebida gratuita no interior do espaço) e tinha ingressos entre R$ 30 e R$ 90, com participação de músicos renomados, como Marcelo D2 e CPM 22. Os artistas compartilharam em suas páginas da rede social Facebook a mensagem da irmã de Victor, Bruna Costa. Ela lançou um apelo pela web com uma foto do desaparecido, vestindo uma camisa preta com detalhes amarelos, a mesma que usava na festa.
“Já procuramos em todos os lugares possíveis e impossíveis. Fomos em todos os cantos e nada”, disse Bruna ao Estado ontem. Ela acrescentou ter buscado em hospitais, delegacias e no IML, sem sucesso.
Pela rede social, diversos comentários relataram ter visto um rapaz parecido com Victor, que tem 1,80 metro de altura, ser retirado à força do evento por dois seguranças. “Chegaram a derrubá-lo no chão com uma rasteira. Um segurança caiu em cima dele. Fez um barulho bem forte no chão, não sei se ele bateu a cabeça. Assim que levantaram, expulsaram o menino e ele saiu cambaleando, sozinho”, afirmou uma das testemunhas no Facebook. “Mas a empresa dos seguranças afirmou que não houve nenhuma ocorrência similar”, disse Bruna.

A USP autorizou a realização da festa, que contava com 140 seguranças particulares. De acordo com o presidente do Grêmio, André Simmonds, em nenhum momento houve desentendimento em que se necessitasse intervenção da equipe de segurança e retirada de participantes. Nada também foi registrado na enfermaria local. A investigação será feita pelo DHPP.

O DHPP disse que uma mulher teria visto uma pessoa parecida com o estudante, por volta das 11 horas do sábado. Ela vai prestar depoimento nesta terça-feira, 23.

Afogamento na USP
Em 1999, o calouro de medicina Edison Tsung Chi Hsueh morreu afogado na piscina da faculdade no mesmo dia em que, em um churrasco, calouros foram jogados na piscina por veteranos do curso. O principal suspeito pela morte do calouro, Frederico Carlos Jana Neto, então estudante do sexto ano de medicina da USP, foi solto pela polícia em julho do mesmo ano por falta de provas. Dias depois do churrasco, em uma festa, em tom de brincadeira, Frederico disse: “Eu matei o japonês”. A declaração foi registrada por um cinegrafista amador.

O corpo do calouro só foi encontrado no dia seguinte ao churrasco e seus pais confirmaram que ele não sabia nadar. Segundo o laudo do IML, Edison morreu por afogamento. Uma caloura que estava no churrasco disse à polícia que também foi jogada contra sua vontade na piscina pelos veteranos. Dois meses após a morte do calouro, o reitor Jacques Marcovitch, proibiu trotes na USP.

Em 2013, o processo passou pelo Supremo Tribunal Federal, onde o arquivamento foi decidido por cinco votos a três.

Com informações do jornal O Estado de S. Paulo,O Globo e R7

 

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